Templos, cores, cheiros, muuuuita gente, charme, mistério, magia, volta ao passado, ahh .. Incrível Índia ...

sábado, 13 de outubro de 2012

GANESHA

          Ganexa ou Ganesha (गणेश em sânscrito) é um dos mais conhecidos e venerados semi-deuses do Hinduísmo. Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati. 'Ga' simboliza Buddhi (intelecto) e 'Na' simboliza Vijnana (sabedoria). Ganesha é então considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra. 
      Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Parvati é filha dos deuses Himalayas, aquela cadeia de montanhas nevadas, que cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e esposa devota. Shiva - bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba. Shiva e Parvati casados, viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalayas, longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo que o consumia.
          Um dia ela disse a Shiva:
       - Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.
      - Não minha querida - assegurou-lhe o marido. - Os velhos tempos acabaram, não sinto falta deles mais.
      - E a sua meditação? - ela perguntou. Ela era a sua principal ocupação. - Você é o maior yogui dentre todos os deuses. 
      Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para meditar. E depois foi o poder do Yoga, que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele ainda hesitou.

      - Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?
      Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.
      - Não me demorarei. - ele disse a Parvati
      Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo. Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os homens e deuses. 

      Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo jardim em volta do bangalô, costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida. Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de Ganesha. Anos se passaram e o deus bebê cresceu e transformou-se num rapaz inteligente e sério, muito apegado a mãe, e que adorava ajudá-la.
      Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca. Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem. Shiva parou... - será que esta linda casa era mesmo a sua? E quem seria aquele garoto bonito no portão?



      - Deixe-me entrar menino!  
     Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem cabeça. Ouvindo vozes Parvati se apressou, horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há tanto tempo não via. Chorou amargamente e exclamou:

      - O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!
    Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que esta feito, esta feito. Mas prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse “dormindo errado” (considerava que aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.
     Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo “errado”. Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha. Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.
     Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva, ao ver o pobre e esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer quanto a cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva, mas poderiam dar à Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás fortuna...
      Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi. E assim se fez. Hoje na Índia Ganesha é o deus mais adorado, sua imagem é encontrada no painel de todos transportes, na entrada das lojas comerciais, e é realmente lembrado com carinho e devoção em todas as cerimônias religiosas, dando proteção e apoio àqueles que são seus devotos. Ele é o Deus do conhecimento, sabedoria  e removedor de obstáculos. Ele é venerado ou pelo menos lembrado no inicio de qualquer missão ou novo projeto para bênçãos e patrocínio.  Ele tem quatro mãos, a cabeça de um elefante e uma barriga bem grande. Seu veiculo é um pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda (para carregar os devotos da verdade), uma machadinha em outra (para libertar seus devotos de apegos e vícios), tem um doce em uma das mãos (para gratificar os seus devotos por suas atividades espirituais), suas quatro mãos estão sempre estendidas para abençoar as pessoas.  A combinação de sua cabeça de elefante e um veiculo de pequeno e ligeiro ratinho representa tremenda sabedoria, inteligência, presença de espírito e agilidade mental. 






 Fonte: Ganesh - O Grande Deus Hindu- Madras Editora Ltda.

sábado, 12 de maio de 2012

DARJEELING

          Darjeeling é uma cidade no estado indiano de Bengala Ocidental. Este nome origina-se da combinação tibetana de Dorje (raio) e ling (lugar), que significa "A terra do raio". Durante o domínio britânico (Raj britânico) o clima temperado favoreceu o desenvolvimento do lugar, pois os britânicos o elegeram como colônia de férias durante os verões das planícies. 
         Darjeeling é muito famosa por sua produção de chá, um dos mais apreciados chás pretos internacionalmente. Os cultivadores de chá da região desenvolveram técnicas variadas na fermentação e na mistura de chás fazendo com que sejam considerados os melhores do mundo.

               A cidade é conhecida pelo caminho-de-ferro himalaio de Darjeeling, que une a cidade ás planícies e foi  tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1999.

          É o chá preto mais aromático, caro e exótico que existe e seu sabor único não pode ser reproduzido. É cultivado a uma altitude de 750 a 2000 metros. Muitas vezes suas folhas só podem ser colhidas após dez anos de cultivo. Seu sabor varia de adstringente na primeira colheita até maduro e duradouro na segunda. Quando bem preparado apresenta um aspecto leve, de cor dourada, com aroma floral, tem sabor picante almiscarado, fazendo com que após sua degustação permaneça um gosto doce e refrescante na boca.
            Coloque uma colher (sopa) de folhas em 1/4 de água fervente e deixe em infusão por 5 minutos.

sábado, 5 de maio de 2012

       A palavra Wesak corresponde a palavra Vaisakha (sânscrito), que no calendário ocidental refere-se a  abril/maio, quando se comemora o nascimento, iluminação e nirvana de Buda. Nesse ano de 2012, será comemorado em 06/05, dia em que a lua está plenamente cheia.
          O Festival de Wesak é o momento em Buda aparece sobre o Vale do Himalaia para abençoar seus devotos no Oriente e aos iniciados da Grande Fraternidade Branca no mundo todo, além dos anjos, os elementais. Os budistas consagram este dia para entoação de mantras e orações, celebrando a data com serviços devocionais e boas ações; procissões e cerimônias; auxiliando os monges e libertando as aves que estão presas.
             Buda é visto por alguns pessoas enquanto distribui suas bençãos ao Planeta. 
          Ele alcançou a iluminação há 2.500 anos, caminho esse trilhado durante suas várias encarnações anteriores, concretizando-se em sua meditação de 49 dias sob a árvore Bo. 
            Conheça a lenda de Wesak:








quinta-feira, 5 de abril de 2012

SHIVA

                                                Estátua de Shiva em Karnataka, Bangalore

           Há muito tempo atrás, havia três deuses, filhos do Grande Deus, nenhum homem podia se aproximar Dele, de acordo com os sábios, ou apenas aquele que tivesse pureza no coração e alma, mereceria a graça de Sua Visão. Brahma, o primogênito, criou o Universo, Vishnu, conservou-o e a Shiva coube a tarefa de "destruir" e reformar o que não estivesse baseado na Lei do Amor.
          Assim, então Shiva passou a ensinar aos homens que esse mundo criado por Deus é um simples reflexo do mundo real, que esse mundo da matéria em que vivemos é apenas ilusão. E assim permanece até os dias atuais, orientando com Misericórdia, Amor e infinita ternura a alcançar a divina meta de cada um.
          Ele mesmo, nada possui nesse mundo criado por Brahma, a não ser o desejo de encaminhar as almas que buscam alcançar o Amor Divino. Veste uma túnica simples, anda descalço, vivendo no alto do monte Kailash, nos Himalayas, meditando e orando, colocando toda a a sua vontade e seu amor na tarefa de despertar os homens. Ele nada pede aos seus devotos, que costumam oferecer-Lhe incenso, flores ou simples orações.
          Conta-se que, um dia, durante um de seus momentos de oração, Ele sofreu um ataque de uma quadrilha de ladrões, que pensando ser Ele um rei, por seu porte, golpearam-lhe para roubar-Lhe dinheiro. Shiva, simplesmente, interpretou o acontecimento como oferta de devotos (uma vez que os mesmos o golpearam-no com madeira extraída de uma  árvore chamada bael, apreciada por Shiva). Agradeceu-lhes assim, fazendo com que os ladrões fugissem surpresos por não compreender como alguém podia sorrir e agradecer cada gole que recebia.

          Numa outra ocasião, quando Shiva orava a Deus, o rei das serpentes queixou-se a ele, dizendo que homens e outros animais procuravam matar a todas as serpentes que encontrassem no reino. Mas, Shiva com seu infinito amor respondeu-lhe ele lhes daria seu coração e proteção contra qualquer ataque de outros, simbolizando, assim o significado  do amor incondicional a qualquer Ser, independente da aparência.
          E, assim Shiva vem vindo de era em era, passando por várias culturas, guiando as almas para o caminho da morada eterna.
          

domingo, 11 de março de 2012

HOLI FESTIVAL


            Holi ou Festival das cores é um festival da religião hindu realizado na Índia, todos os anos entre fevereiro e março, que comemora a chegada da Primavera no hemisfério norte. Neste dia, as pessoas atiram tintas das mais variadas cores umas nas outras. Essa brincadeira começa quando as crianças atiram tintas nos pais e irmãos, mas no final todos estão pintados.
                Holi acontece também no Suriname, Guiana, Trindade, Reino Unido, Ilhas Fiji e no Nepal. Em Bengala Ocidental e em Bangladesh, é conhecido como Dolyatra ou Boshonto Utsav (Festa da Primavera). 

                Os historiadores contam que o Holi  antecede em muitos séculos o nascimento de Cristo e são muitas as lendas que explicam o seu surgimento, em geral remetendo ao  temível Rei Hiranyakashyap. Muito vaidoso, ele queria que todos em seu reino o venerassem, mas foi justamente seu filho Prahlad quem resolveu adorar uma entidade diferente, chamada Lord Naarayana. Então, o rei combinou com sua, também terrível, irmã Holika, que tinha o poder de não se queimar, que ela entraria em uma fogueira com Prahlad em seus braços, para que ele morresse queimado. Mas Holika não sabia que seus poder seria anulado se ela entrasse na fogueira acompanhada de outra pessoa. Lord Naarayana reconheceu a bondade e devoção de Prahlad e o salvou. O Festival, portanto, celebra a vitória do bem contra o mal.
                                                                                                                        

domingo, 19 de fevereiro de 2012

MAHA SHIVRATRI

         
          Maha Shivratri (Devanagari: महाशिवरात्रि) é um festival hindu celebrado todos os anos em reverência ao Senhor Shiva. É comemorado anualmente na 13ª noite/14º dia do mês Māgha (माघ) ou Phalguna (फागुन) do calendário Hindu (geralmente fevereiro ou março).
Segundo a tradição hindu, Maha Shivaratri é a “Grande Noite de Shiva”. Maha significa “grande” e Ratri significa “noite” por isso o nome Maha Shivaratri.
           A cada mês, a noite anterior ao dia da lua nova temos um Shivaratri, a “Noite de Shiva” e uma vez ao ano há um dia e uma noite inteira dedicados a Shiva, o “Maha Shivaratri”. Para os hindus, a lua rege a mente e os sentimentos. Assim, a diminuição da parte visível da lua (e de sua energia) durante a fase minguante, favorece a gradual sutilização da mente, possibilitando a percepção da Luz da Consciência e o contato com o nosso Deus interno, simbolizado pelo nascimento da Lua Nova.
          O Maha Shivaratri é um dia auspicioso e é recomendada a vigília (muitas orações, mantras e bhajans, rituais, ascetismo e práticas espirituais a noite inteira). Na Índia e em todos os templos de Shiva, há uma grande comemoração nesse dia. A tradição hindu diz que durante esta noite sagrada o Senhor Shiva se manifesta na forma de um Lingam para benefício dos devotos e deve ser dedicado à concentração no aspecto de Deus que representa a Destruição/Transformação.
                                                  Shiva Lingam Sanctuary
          A palavra Lingam (ou Linga) significa “símbolo” ou “aquilo através do qual se pode ver outra coisa”. O Shiva Lingam é uma das mais sutis representações de Deus conhecidas pela humanidade. Trata-se de uma pedra em formato de elipse (ovalada) que, tendo uma configuração “abstrata”, tanto pode representar o Absoluto sem forma, quanto o Senhor dotado de atributos.
          Por não ter uma forma humana ou animal específica, o Lingam indica que Deus é sem atributos, estando além de qualquer limitação ou definição. Mas, como possui um formato básico, também mostra que o Senhor pode assumir a forma que desejar, como realmente o faz, ao se manifestar em toda a Criação. Ele simboliza todo o processo de Criação, Manutenção e Destruição do Universo, pois, do Sem Forma nascem todas as formas, que por fim, voltam a se dissolver no Absoluto.

sábado, 28 de janeiro de 2012

KERALA

          Kerala, a terra dos Coqueiros, é uma estreita faixa de terra verde, limitada pelo Mar Arábico a oeste e por picos montanhosos a leste. É uma região excepcionalmente desenvolvida e diferente do resto da Índia. Tem uma cultura exclusiva e características que são únicas e comparáveis aos mais avançados países do ocidente. O Estado é altamente politizado, tem seu próprio idioma, o Malayalam, além de ter o maior índice de alfabetização (cerca de 89%) entre os demais estados da Índia. As mulheres em Kerala têm alta posição social, graças talvez ao histórico sistema matriarcal. Possui uma das maiores populações emigrantes da Índia (cerca de 1,4 milhões de pessoas) cujos principais destinos são o Oriente Médio e a Arábia Saudita.
           O clima tropical com abundantes chuvas assegura um fornecimento ininterrupto de frutas frescas, vegetais, cereais, nozes, grãos, ervas e especiarias. Os pescadores de Kerala, ao longo dos 600km de uma costa maravilhosa, abastecem com peixes frescos o mercado da cidade. A base da alimentação da população é o arroz, uma vez que ele é muito abundante. Originalmente, os habitantes de Kerala eram vegetarianos puros, mas a disponibilidade de galinhas, carneiros e gado nos jardins das casas mudaram os hábitos alimentares.

             Kerala é um lugar ideal para ficar por qualquer período de tempo. Os meses de verão não são tão quentes, como no resto do país e as temperaturas variam pouco nas diversas estações. O estado sofre as influências das monções do sudoeste e do nordeste, portanto as chuvas são intensas. A monção chega explodindo e molhando tudo que está em seu caminho. Esta é a época ideal para tentar a terapia de rejuvenescimento corporal, que é extremamente famosa nos dias atuais. Os habitantes locais dizem que: "A monção lava o corpo e a alma das pessoas bem como a da terra".
                                                   Athirappily water falls
          O desenfreado crescimento de árvores faz de Kerala um verdadeiro herbário. O estado tem cerca de 25% do total da 15000 espécies de plantas da Índia. Entre elas se incluem espécies raras e ameaçadas de extinção, flores, fungos e musgos. A teca, o mogno, o pau-rosa (espécie de jacarandá) e o sândalo são comuns e as florestas são ricas em orquídeas, antúrios, abetos, figos da Índia, bambu e plantas medicinais.
       Outra característica ímpar de Kerala são os labirintos de rios que se entrecruzam como veias, penetrando em densas florestas. É uma intrincada rede de inumeráveis lagoas, lagos, canais, estuários e deltas de quarenta e quatro rios que deságuam no mar Árabe.
             Kerala é ideal para a prática da Yoga e da meditação, além de ser também a terra da Ayurveda um tratamento exclusivo que energiza os tecidos e células das pessoas, além de rejuvenescer.

domingo, 22 de janeiro de 2012

TEMPLO DOURADO

          Harmandir Sahib (em punjabi: ਹਰਿਮੰਦਰ ਸਾਹਿਬ), mais conhecido como Templo Dourado é o lugar mais importante para os siques. Localizado na cidade de Amritsar, foi criado pelo guru Guru Arjan Dev Ji, construído em 1574 e concluído em 1604. O lugar é considerado sagrado pelos siques porque o eterno Guru, o Sri Guru Granth Sahib Ji, está presente no interior dele, o qual é levado por volta das dez horas da noite e, retorna de lá para o Sri Darbar Sahib às cinco da manhã.  Foi construído para ser um lugar de culto para homens e mulheres de todas as posições sociais e de todas as religiões, com o objetivo de adorar a Deus. Possui quatro portas para mostrar que cada religião ou fé é autorizada a entrar nele para meditar ou simplesmente ouvir as orações pela paz. 
          Harmandir Sahib siginifica 'Casa de Deus'.
                    
               O templo é rodeado por um grande Sarovar (lago artificial), conhecido como o AmritSar (Lago de Água Benta ou Néctar Imortal). Há entradas para o templo em todos os quatro lados, significando a importância da aceitação e da abertura, aparentemente, referindo-se a Abrão, no Velho Testamento. A única restrição é de que a pessoa não deve usar bebida alcoólica, comer carne, fumar ou utilizar medicamentos sem receita médica, enquanto estiver no seu interior. O ideal é que os visitantes estejam adequadamente vestidos e com a cabeça coberta em sinal de respeito, retirando os sapatos e meias e entrar no templo descalços. Os visitantes devem lavar os pés na pequena piscina de água, caso queiram entrar nas instalações do Harmandir Sahib. Os lenços de cabeça são fornecidos lá mesmo, no templo.
          Um dos festivais mais importantes é o Vaisakhi, que é comemorado na segunda semana de abril, geralmente no dia 13. Os siques celebram neste dia a criação da Khalsa, e ela é celebrada com fervor no Harmandir Sahib.


domingo, 15 de janeiro de 2012

FESTIVAL MAKAR SANKRANTI





          Makar Sankranti é uma das ocasiões mais propícias para os hindus,  é celebrada em quase todas as partes do país, em diversas formas culturais, com grande devoção fervor, e alegria. É um festival da colheita. Makar Sankranti é talvez o único festival indiano cuja data sempre cai no mesmo dia a cada ano ou seja, a 14 de janeiro.
          Neste dia, as pessoas  tomam banho em Prayag e Ganga Sagar e fazem rituais de adoração ao Sol.A tradição manda soltar pipas, o que acrescenta acrescenta vida  ao festival.
          Origem

          O Festival Makar Sankranti tem um significado especial, segundo o calendário solar, porque o dia e a noite têm a mesma duração neste dia. Para o povo do hemisfério norte, o caminho para o norte do sol marca o período em que o sol está ficando mais perto deles. Isso significa que os dias vão ficar mais longos e mais quentes após Makar Sankranti.
          A importância da data  foi notada até mesmo pelos arianos, que comemoraram o dia com um festival. Além disso, um episódio do grande épico Mahabharata mostra que as pessoas dessa época marcaram o dia como auspicioso.



          O dia é conhecido por vários nomes, dependendo do Estado em  que é comemorado. Em Uttar Pradesh é chamado de 'kichiri'; no Punjab é comemorado como 'Maghi"; em Bundelkhand e Madhya Pradesh é conhecido como 'Sukarat' ou 'Sakarat'; nos Estados do sul, o festival é conhecido como 'Pongal'. Também, é costume nesse dia, empinar pipa, trocar presentes, saborear pratos preparados, especialmente, para essa data, como Til ke Ladoo (bolinho preparado com gergelim), Til Poli (tipo de massa frita), Khichdi (arroz preparado com condimentos), Pongal (arroz com molho de condimentos e coco ralado), Til burfi (doce de amendoim).



sábado, 7 de janeiro de 2012

BANDEIRA NACIONAL

             A Bandeira Nacional da Índia, conhecida localmente como Tiranga ou tricolor, foi escolhida como a bandeira do país durante um encontro da Assembléia Constituinte realizada no dia 22 de julho de 1947, pouco antes da independência da Índia em 15 de agosto do mesmo ano. É constituída por três cores: laranja no topo, branco no meio e verde na parte inferior.
          A bandeira nacional indiana foi desenhada por Pingali Venkayya. As especificações oficiais da bandeira requerem que ela seja feita somente de "khadi", um tipo especial de estame feito à mão.
 No centro está uma roda azul marinha com 24 raios, conhecida como a Ashoka Chakra, retirada do pilar de Ashoka em Sarnath. O diâmetro deste Chakra é 3/4 da altura da faixa branca. A proporção da altura da bandeira para sua largura é de 2:3. 
          Alguns dias antes de ocorrer a independência, em agosto de 1947, a Assembléia Constituinte decidiu que a bandeira do Congresso Nacional Indiano deveria ser adotada como a bandeira nacional da Índia com pequenas modificações, para torná-la aceitável a todos partidos e comunidades. Sarvapalli Radhakrishnan, que mais tarde tornaria-se o primeiro vice-presidente do país, deixou claro que a bandeira adotada não possuía nenhuma dessas conotações e descreveu seu significado da seguinte maneira: "Bhagwa ou cor de laranja denota renúncia ou desinteresse. Nossos líderes devem ser indiferentes aos ganhos materiais e devem se dedicar ao seu trabalho. O branco no centro é leve, o caminho da verdade para guiar nossa conduta. O verde mostra nossa relação ao solo, nossa relação com a vida das plantas aqui, da qual toda a vida depende. A roda Ashoka no centro do branco é a bandeira da lei do dharma. Verdade, ou satya, dharma ou virtude deve ser o princípio que controla aqueles que trabalham sob esta bandeira. Novamente, a roda denota movimento. Há morte na estagnação. Há vida no movimento. A Índia não deverá resistir mais à mudança, deve mover-se e seguir em frente. A roda representa o dinamismo de uma mudança calma."

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

KRISHNA

          É um dos deuses mais popular e amado da Índia, com maior número de templos e devotos. Possuía um apelo físico irresistível. Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta. No Mahabharata é o sábio que dá ensinamento a Arjuna no campo de batalha. Ele foi a oitava encarnação de Vishnu, o preservador do Universo. Ele incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal. Krishna nasceu em Mathura, e mais tarde tornou-se rei na cidade de Dwaraka, foi personalidade de muita influência no Mahabharata (o mais antigo texto sagrado da Índia). Ele é sempre visto tocando uma flauta, com a qual encanta todas as criaturas vivas. É conhecido, também, como Govinda, Syamasundar ou Gopala, o protetor das vacas. Sua beleza era insuperável, encantando até mesmo inúmeros cupidos. Ele ficou conhecido por sua força invencível, sua enorme riqueza e por suas dezesseis mil cento e oito rainhas. Seus ensinamentos estão contidos no livro Bhagavad Gita, considerado pelos mestres como a essência do conhecimento védico, que retrata um diálogo entre Krishna e seu discípulo Arjuna, na famosa batalha de Kurukshetra. Sua vida está dividida em três fases:
  •           Krishna nasceu em uma prisão em Mathura, onde seus parentes foram presos por um demônio que tomou o lugar de um rei chamado Ugrasena. Ele nasceu á meia noite do oitavo equinócio do Bhadrapada (Agosto/Setembro) e foi trazido pata Vrindavan por Vasudeva (pai de Krishna) na mesma noite. Foi criado por uma família de pastores de vacas de Yashoda e Nanda Raja. O menino cresceu sendo pastor de vacas.
  •            Jovem, então, conquistou todas as garotas da vila com sua boa aparência, charme e atenção. Apesar de Radha ser sua favorita, ele flertou com as outras gopis também. Em Brajbhoomi encontrou Radha pela última vez.
  •            Já, adulto, Krishna passou seu reinado no nordeste da Índia. É narrado no Mahabharata, que ele ajuda Arjuna, servindo como seu condutor de carroça e auxiliando-o em uma guerra para restituir seu direito de reinar. Assim, durante uma noite antes da batalha decisiva, Krishna e Arjuna tiveram uma longa conversação a respeito da natureza do dharma e do cosmos. No final ele se mostra a Arjuna como Vishnu. A história é narrada nos templos de Vishnu e no festival anual de Ras Lila.

sábado, 10 de dezembro de 2011

RAMAYANA

      
         
          Valmiki Rishi (rishi = sábio) vivia nos Himalayas executando severas austeridades em meditação. Chegou a um ponto em que todo o seu corpo foi envolvido por um formigueiro, mas isso não incomodou o asceta, que, mantinha-se indiferente a esses desconfortos que afligiam seu corpo. Devido à sua austeridade e concentração, ele chamou a atenção dos semi-deuses, que pediram ao semi-deus Indra que o visitasse e descobrisse o propósito de sua meditação, visto que ele já influenciava todo o planeta com sua meditação.
          Indra compareceu à presença de Valmiki. Após trocarem reverências, Indra indagou a Valmiki qual seu propósito em executar austeridades tão severas. Valmiki informou a Indra que desejava obter todo o conhecimento dos Vedas. Indra apontou para ele três montanhas ao longe, depois pegou três punhados de terra do solo e explicou a Valmiki Rishi que as montanhas eram como os Vedas e os punhados de terra eram como o conhecimento obtido até então pelo sábio.
           Certamente que é impossível para alguém conhecer todo o conteúdo dos Vedas, mas que Valmiki (com o pouco que aparentemente sabia) já era comparável com a  maioria dos grandes rishis ou sábios. Melhor seria parar de meditar e começar o ensino dos Vedas para o benefício das pessoas em geral, pois ele já tinha suficiente conhecimento obtido em suas três vidas anteriores. Assim Valmiki, em obediência a Indra, desceu os Himalayas e fundou seu ashram (eremitério ou mosteiro), ou ainda, sua academia de ensino aos pés dos Himalayas, onde compartilhava o conhecimento védico com seus alunos, dos quais Bharadwaja era o mais íntimo e se tornaria o mais famoso dentre seus discípulos.
          Valmiki Rishi é conhecido como o Adi-kavi (Poeta Primordial), pois foi ele o primeiro a compor toda uma narrativa épica na forma de versos. Como um grande sábio, Valmiki Rishi tinha seu mosteiro próximo ao Rio Tamasa, num local de colinas e florestas verdejantes, não muito distante do Sagrado Ganges, onde vivia, cultivava e ensinava o conhecimento dos Vedas juntamente a seus discípulos. Devido à sua pureza e ascese um dia ele foi visitado também pelo Grande Sábio Narada Muni, que é uma personalidade tão exaltada, que pode viajar por todo o Universo Material, bem como nos infinitos Universos da Esfera Espiritual. 
          
          Narada Muni é o Sábio Santo que viaja em todas as esferas da  criação, ensinando e cantando as glórias do Senhor Supremo, motivado pela compaixão à todas as entidades viventes e impulsionado pelas ondas sonoras produzidas por seu instrumento musical, a Vina.
Após receber dignamente o grande Narada e prestar-lhe as devidas reverências, Valmiki propôs-lhe a seguinte pergunta.
          "Meu querido e reverenciado Narada, ó maior entre os sábios, diga-me por favor, - Quem é aquele que (possivelmente) pode ser pleno de todas as virtudes nesse mundo ? Que é possuidor de toda perícia e conhece o que é correto? Que é consciente acerca dos deveres e responsabilidades a serem executados, veraz em seu falar e firme em suas resoluções? Quem é essa pessoa que seja correto em sua conduta, que tenha todo o conhecimento, que seja amigo e amável para com todos os seres vivos, e que, ao mesmo tempo seja poderoso e de aparência extremamente louvável? Que seja cheio de esplendor, e adorado até pelos deuses? Por favor, Eminente Sábio Narada, humildemente eu peço, fale-me dessa pessoa, se é que ela possa existir . . ."
          O Grande Sábio Narada Muni, que possui conhecimento sobre Toda a Verdade, e que está além do nascimento e da morte, ao ouvir os apelos de Valmiki Rishi, em grande deleite espiritual falou as seguintes palavras: "Ouça, Ó Melhor entre os Ascetas, considerando seu apelo, eu descreverei com alegria sobre as glórias desse herói. Alegre-se em ouvir de mim, sobre tal Pessoa, dotado de todas essas múltiplas e raras qualidades que você acabou de descrever . . . Existe (sim) um descendente da Dinastia do grande Iksvaku, conhecido por todos pelo nome de Rama. Ele controla sua mente por completo, é poderoso, radiante e determinado, possui o conhecimento sobre todas as Ciências, é conhecedor dos Vedas e do propósito dos Vedas, é justo, nobre, benevolente e o melhor amigo de todos os seres viventes. Ele mantém todos os universos, é belo, forte e poderoso, é uma réplica de Sri Vishnu; ainda assim, Ele é muito simples e seu sorriso encanta a todos, pois Ele é inigualável e inesquecível, para todos que O conhecem . . ."
          E assim, o Grande Sábio Narada Muni, contou ao Sábio Valmiki Rishi sobre a vida e extraordinários feitos de Sri Rama. Depois disso, Narada Muni terminou sua narrativa, recebeu as devidas reverências de Valmiki, abençoou-o e desapareceu tão de repente como se fosse o flash de um relâmpago, numa tempestade sobre o mar.
            Passados alguns dias, o sábio se caminhava com seus discípulos ao Rio Tamasa, para fazerem suas abluções, orações, meditarem e tomarem seus banhos matinal; descendo pelas margens do rio, foram até uma cachoeira, onde as águas eram límpidas como a mente de um rishi. Lá, Valmiki contemplava a beleza da natureza local quando avistou um casal de pássaros animados no galho de uma frondosa árvore, prestes a copular, em pleno fogo da paixão.  Neste momento, um membro de uma tribo primitiva, lançou sua flecha atingindo em cheio o macho, que caiu ruidosa e mortalmente ferido ao chão. A fêmea deu um grito de lamento e tristeza ao ver seu parceiro caído, peito dilacerado, dando seu último suspiro. Valmiki estava chocado com a crueldade do caçador, pois as aves estavam felizes, na expectativa de iniciarem uma família. Por isso o Rishi pronunciou as seguintes palavras: "Que você, ó mais baixo dos homens, não tenha paz em sua mente até o final dos tempos. Sua crueldade é tão grande, pois você foi capaz de matar uma das aves, no exato momento em que estavam tomadas pela felicidade e paixão". Imediatamente Valmiki, que era um sábio auto-controlado, maravilhou-se de que ele próprio tivesse proferido tais palavras. Então, com o propósito de minimizar uma possível maldição, ele confidenciou aos seus discípulos: "O que eu acabei de falar, é apenas o exemplo de uma estrofe poética, construída segundo a métrica de oito linhas e que pode ser recitada de forma melodiosa, não devendo, portanto, ser entendido como nada além disso". 
              Pouco depois, o Senhor Brahma, o engenheiro criador do Universo, visitou o eremitério do Rishi Valmiki que o recebeu com grande reverência e emoção. Após observar as regras de etiqueta prescritas nas Escrituras para a recepção de grandes personalidades espirituais, Valmiki, abençoado pelo Senhor Brahma, narrou o episódio sobre as aves e de seu receio em ter amaldiçoado um caçador ignorante. O Senhor Brahma sorrindo falou-lhe as seguintes palavras: "Oh jóia entre os eremitas, não mais pense sobre isso. Asseguro-lhe que nada acontecerá àquele caçador. Que a estrofe que você proferiu, seja utilizada como modelo para que você descreva as glórias do divino Senhor Rama, exatamente como você ouviu do Grande Narada Muni. Eu lhe dou o poder para que toda a gloriosa vida do Senhor Rama seja revelada em sua mente, e que tudo que você escreva seja a mais pura expressão da verdade. E que isso seja para o benefício de toda a humanidade e perpetue a sua glória, ó melhor dos videntes."
              Assim o grande Rishi Valmiki, tomou como o dever de sua vida escrever em forma poética o Ramayana, o grande épico composto em 24.000 slokas (versos), distribuídos em 7 skandas (livros), escrito em Sânskrito, utilizando uma linguagem refinada, de um lirismo dos mais sublimes e que narra a gloriosa e divina presença do Senhor Ramachandra, descrito como a própria encarnação de Sri Vishnu. Valmiki Maharishi (maha = grande, rishi = sábio) estava constantemente ocupado em compor os 24.000 versos que descrevem as glórias do Senhor Ramachandra.

         

MEDICINA AYURVÉDICA - DOSHAS





         

          O dosha Vata, espaço e ar, é frio, leve, seco, móvel e rápido, atua principalmente nas funções excretória e nervosa. No tubo digestivo localiza-se no intestino grosso. Vata desequilibrado ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de espaço e ar (movimento) no nosso corpo físico: secura, frio, perda de peso, inquietação, gases, prisão de ventre, ansiedade, medos, depressão e insônia. Algumas doenças relacionadas ao dosha Vata: fibromialgia, artrose, dores em geral, problemas de coluna, cefaléia, constipação, flatulência, colite, síndrome do intestino irritado, síndrome bipolar, doença de Parkinson, demência senil.
            O dosha Pitta, fogo e água, é quente, moderado e oleoso ( úmido), atua principalmente na função metabólica e digestiva. No tubo digestivo localiza-se no estomago e duodeno ( intestino delgado). Pitta desequilibrado ou patológico promove um quadro clínico relacionado ao aumento de fogo e água ( calor e umidade) no nosso corpo físico: azia, queimação abdominal, fezes soltas, calor no corpo, aumento da sudorese ( suor), pele sensível e vermelha, olhos vermelhos, irritabilidade e agressividade. Algumas doenças que podem estar relacionadas ao dosha Pitta: gastrite, ulcera digestiva, regurgitação, diarréia, hepatite, inflamações, acne, crises de fúria e ciúmes, climatério e menopausa, enxaqueca e estresse exacerbado.
            O dosha Kapha, água e terra, é pesado, oleoso ( úmido), frio e lento, atua na função estrutural e de lubrificação dos tecidos. Kapha desarmônico ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de água e terra no nosso corpo físico: peso corporal aumentado, lentidão, preguiça, oleosidade, secreções, embotamento mental. As doenças que podem estar relacionadas ao dosha Kapha: obesidade, diabetes, aumento do colesterol, bronquite, sinusite, tosse com secreção, alergias respiratórias, lentidão em todas as funções físicas e mentais e apego exacerbado.




          O Ayurveda é uma medicina complexa e completa e utiliza diversas ferramentas terapêuticas para equilibrar os doshas: massagem ayurvedica, óleos medicinais, dieta, rotina diária de hábitos saudáveis, oleação e sudação ( purvakarma), fitoterapia ( uso terapêutico das plantas medicinais), terapias purificadoras ( panchakarma), medicamentos com metais, minerais e pedras preciosas ( rasa shastra), recomendação de atividade física, prática de yoga e meditação.
             Descubra o seu dosha: 

domingo, 4 de dezembro de 2011

KASHMIR


         
          A Caxemira é uma região do norte do subcontinente indiano, hoje dividida entre a Índia e o Paquistão. Uma parte foi anexada pela China. O termo "Caxemira" (pode significar, "terra sem água" ou terra desidratada, Ká = água e Shimeera = secar) descrevia historicamente o vale ao sul da parte mais ocidental do Himalaia. Politicamente, no entanto, o termo "Caxemira" descreve uma área muito maior, que inclui as regiões de Jammu, Caxemira e Ladakh. O nome Caxemira tornou-se sinónimo de tecido da alta qualidade, devido à lã de caxemira produzida a partir das cabras nativas.
           Atualmente localizada no norte do subcontinente indiano, a Caxemira é disputada por Índia e Paquistão desde o fim da colonização britânica. As tensões na região têm início com a guerra de independência, em 1947, que resulta no nascimento dos dois Estados - a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, muçulmano. Segundo uma resolução da ONU datada de 1947, a população local deveria decidir a situação política da Caxemira por meio de um plebiscito acerca da independência do território. Tal plebiscito, porém, nunca aconteceu, e a Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local - de maioria muçulmana - e levou à guerra de 1947 a 1948. O conflito termina com a divisão da Caxemira: cerca de um terço fica com o Paquistão e o restante com a Índia.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

RAMAKRISHNA


          Sri Ramakrishna (1836-1886) é considerado um grande santo e místico da Índia moderna. Sua vida foi um testemunho da verdade e da universalidade dos princípios espirituais, assim como da pureza e do amor. Nascido em Kamarpukur, uma aldeia próxima a Calcutá, desde criança demonstrou uma grande inclinação para a vida espiritual. Como um jovem sacerdote de um templo em Dakshinewsar (Calcutá), Ramakrishna mergulhou em intensas práticas espirituais e profundas meditações, tomado por um forte anelo por Deus e pelo anseio da comunhão divina.
        Vivia constantemente absorto em Deus. Em seus freqüentes êxtases espirituais, alcançava o sublime estado de união com a Infinita Realidade. Para ele, o ensinamento védico da unidade da existência era mais que uma teoria, pois realizou essa verdade pela percepção direta.
          Ramakrishna trilhou diferentes caminhos religiosos dentro do hinduísmo. Praticou depois o islamismo e mais tarde meditou profundamente em Cristo, experimentando a mesma divina Realidade também através destes caminhos não-hindus. 
       Assim, chegou à conclusão, baseada na experiência direta, de que os diversos caminhos religiosos, quando seguidos com sinceridade de coração, conduzem à mesma e única Realidade. Via Deus em tudo e em todos. Seu amor pela humanidade não conhecia limites. Dizia, com freqüência, que os seres humanos eram as mais elevadas manifestações de Deus. Seus discípulos, muitos deles jovens estudantes universitários de Calcutá, foram os primeiros a sentir e a compreender esse amor. A Ordem Ramakrishna, inspirada nesse sentimento, tem como um dos seus mais importantes ideais servir a Deus no homem.
          "É pela vontade de Deus que diferentes religiões e opiniões vieram à existência. Deus dá à diferentes pessoas o que elas podem digerir."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BHASKARA

         

         
                                                      Bhaskara (1114 - 1185)

          Bhaskara nasceu em 1114 na cidade de Vijayapura, na Índia. Também era conhecido como Bhaskaracharya . Ele não deve ser confundido com um outro matemático indiano que tinha o mesmo nome Bhaskara e que viveu no século VII.
Naquela época, na Índia, os ensinamentos eram passados de pai para filho. Havia muitas famílias de excelentes matemáticos. O pai de Bhaskaracharya era astrônomo e, como era de se esperar, ensinou-lhe Matemática e Astronomia.
Bhaskaracharya tornou-se chefe do observatório astronômico de Ujjain - na época, o centro mais importante de Matemática, além de ser uma excelente escola de matemática astronômica criada pelos grandes matemáticos que ali trabalharam.
Bhaskaracharya foi um dos mais importantes matemáticos do século XII, graças aos seus avanços em álgebra, no estudo de equações e na compreensão do sistema numérico - avanços esses que os matemáticos europeus levariam séculos ainda para atingir. Suas coleções mais conhecidas são: Lilavati que trata de aritmética; Bijaganita que discorre sobre álgebra e contém vários problemas sobre equações lineares e quadráticas com soluções feitas em prosa, progressões aritméticas e geométricas, radicais, ternas pitagóricas entre outros tópicos; Siddhantasiromani, dividido em duas partes: uma sobre matemática astronômica e outra sobre a esfera.
Em suas obras podemos perceber que Bhaskara trabalhou com equações de segundo grau e formulou uma expressão que envolvia raízes quadradas:
Ele sabia que a equação tem duas raízes, entretanto não parece ser verdade que tivesse encontrado a conhecida fórmula da resolução de equação do 2º grau:
, então .


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DIWALI FESTIVAL


           Na Lua Nova do mês de Outubro até a Lua Nova de Novembro é realizado o FESTIVAL DIWALI ou DIPAVALLI, também conhecido como FESTIVAL DAS LUZES. É a maior celebração da Índia, as casas são pintadas com antecedência por acreditar-se que LAKSHIMI, a deusa da Riqueza e da Prosperidade, visita e abençoa as casas limpas e iluminadas, de forma que cada um procura acender o maior número de lâmpadas e velas para a Prosperidade entrar na sua casa. LAKSHIMI, a deusa da Fortuna é adorada e reverenciada por todos, principalmente pelos empresários e comerciantes. Belíssima, a sua beleza é comparada com a de Vênus, como também é considerada a esposa ideal pelo seu amor e dedicação. Sua imagem é sempre representada sobre uma flor de lótus, símbolo da pureza e tem uma das mãos levantada em postura de bênçãos de prosperidade. Ela é considerada o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações.
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http://www.caminhosdeluz.org/A-357.htm

sábado, 22 de outubro de 2011

INCREDIBLE ÍNDIA

                  Um olhar sobre a Índia e a beleza de suas cores mágicas!!

SHIRDI SAI BABA







          "Vê DEUS em todos os seres,  porque cada ser é um aspecto do mesmo Deus,  seja um pássaro,  um animal,  ou um ser humano.  Todos têm uma alma divina".

           Sai Baba apareceu,  pela primeira vez,  na floresta de Shirdi,  no Maharashtra,  no oeste da Índia,  em 1870,  mas ninguém sabe onde ele nasceu.  Imediatamente  ele foi reconhecido como uma pessoa extraordinária por todos aqueles que se entrevistavam com ele.  Ele viveu só,  mendigando sua comida e seu óleo.  Tudo que se sabe dele e de seus ensinamentos,  de suas ações,  dos milagres que realizou,  pode ser exemplificado pelas lâmpadas de óleo: ele mendigava habitualmente o óleo de suas lâmpadas num mercado.          
          Um dia os mercadores não lhe deram óleo.  Depois eles o seguiram discretamente até a mesquita onde ele vivia só.  Lá,  ele acendia as lâmpadas...com água!  Diante desse milagre,  as pessoas presentes passaram a acreditar nele.  Em seguida,  ele se pôs a curar as doenças e deu alegria a seus discípulos.  Seus numerosos milagres atestaram sua onipresença.
          Ainda que as religiões muçulmana e hindu se contradissessem e se arrastassem a novos conflitos,  Sai Baba tentava reconciliá-los dizendo-lhes: "Deus é um.  Vocês o chamam por diferentes nomes.  RAM e RAHYM (em árabe,  misericordioso) são o mesmo DEUS.  Não briguem por isso.  Amem-se uns aos outros.  Sigam a sua religião que é única e busquem a verdade".
          “Meu Mestre disse-me para dar generosamente tudo aquilo que as pessoas pedissem. Ninguém pede as coisas com sabedoria. Meu tesouro está aberto. Ninguém traz qualquer veículo a fim de levar os reais tesouros. Eu digo que cavem e procurem. No entanto, ninguém quer se esforçar para isso. Sejam os verdadeiros filhos da MÃE DIVINA e aprimorem-se. O que acontecerá conosco? Esse corpo voltará à Terra e o ar que respiramos se fundirá com o ar. Essa oportunidade não voltará”.

           A vida de Sai Baba é cercada de muito mistério, no que concerne à sua procedência, filiação, nome, idade e religião.

           Ele apareceu em Shirdi, sem que ninguém soubesse de onde havia vindo e nem qual era exatamente o seu nome. Primeiramente, ficou sendo conhecido em Shirdi como o ‘faquir louco’ e, depois, como Sai Baba, porque as pessoas o saudaram dizendo-lhe: “Ya Sai”(Bem-vindo Sai). Sai significa Senhor, Mestre, Deus ou faquir. Daí em diante, esse foi o seu nome. Ao chegar em Shirdi, ele procurou estabelecer-se num templo hindu. Todavia, um sacerdote aconselhou-o que ficasse numa mesquita que estava abandonada. Sai Baba não discriminava nem os hindus e nem os muçulmanos. Quando os muçulmanos reclamaram que os hindus iam à mesquita e o saudavam com lâmpadas de fogo (aarti), Sai Baba disse: “por que motivo eu não permitiria que os hindus fizessem isso? Se os hindus veneram um muçulmano não há qualquer perda para o islã, mas apenas para o hinduísmo”. 
           Viveu numa mesquita (Masjid) abandonada e ali recebia as pessoas. Apesar de sua provável ascendência hindu, ele gostava muito de louvar o nome de Deus com o Mantra em árabe Allah Malik (Deus é o Rei) e fazia com que os outros repetissem o nome de Deus, continuamente, dia e noite, durante 7 dias. Isso é chamado de Namasaptaha.

           Sai Baba falava muito pouco sobre si mesmo, mas declarou que: “sou um brâmane nascido em Pathri e quando eu era muito jovem, meus pais me entregaram a um faquir a fim de ser educado por ele... Eu tinha oito anos, quando meus pais levaram-me até o Gânges. Depois vim para Shirdi… Por que razão vocês não podem ficar sem comer um ou dois dias? Eu vivi de comer folhas amargas durante doze anos”.

           Certa vez, um delegado de polícia perguntou-lhe seu nome, filiação, o nome de seu Guru, seu credo, sua casta e idade, Sai Baba respondeu: “chamo-me Sai Baba, que é também o nome de meu pai; meu Guru é Venkusa; meu credo é Kabir; minha casta é Parvadigar (Deus); minha idade são milhares de anos”.
Sai Baba chamava seus devotos de Ankitas (crianças) e a essência de sua mensagem a eles era de que Deus é um só, comum a todas as religiões e é apenas AMOR. 
 


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