Templos, cores, cheiros, muuuuita gente, charme, mistério, magia, volta ao passado, ahh .. Incrível Índia ...

sábado, 10 de dezembro de 2011

MEDICINA AYURVÉDICA - DOSHAS





         

          O dosha Vata, espaço e ar, é frio, leve, seco, móvel e rápido, atua principalmente nas funções excretória e nervosa. No tubo digestivo localiza-se no intestino grosso. Vata desequilibrado ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de espaço e ar (movimento) no nosso corpo físico: secura, frio, perda de peso, inquietação, gases, prisão de ventre, ansiedade, medos, depressão e insônia. Algumas doenças relacionadas ao dosha Vata: fibromialgia, artrose, dores em geral, problemas de coluna, cefaléia, constipação, flatulência, colite, síndrome do intestino irritado, síndrome bipolar, doença de Parkinson, demência senil.
            O dosha Pitta, fogo e água, é quente, moderado e oleoso ( úmido), atua principalmente na função metabólica e digestiva. No tubo digestivo localiza-se no estomago e duodeno ( intestino delgado). Pitta desequilibrado ou patológico promove um quadro clínico relacionado ao aumento de fogo e água ( calor e umidade) no nosso corpo físico: azia, queimação abdominal, fezes soltas, calor no corpo, aumento da sudorese ( suor), pele sensível e vermelha, olhos vermelhos, irritabilidade e agressividade. Algumas doenças que podem estar relacionadas ao dosha Pitta: gastrite, ulcera digestiva, regurgitação, diarréia, hepatite, inflamações, acne, crises de fúria e ciúmes, climatério e menopausa, enxaqueca e estresse exacerbado.
            O dosha Kapha, água e terra, é pesado, oleoso ( úmido), frio e lento, atua na função estrutural e de lubrificação dos tecidos. Kapha desarmônico ou patológico gera um quadro clínico relacionado ao aumento de água e terra no nosso corpo físico: peso corporal aumentado, lentidão, preguiça, oleosidade, secreções, embotamento mental. As doenças que podem estar relacionadas ao dosha Kapha: obesidade, diabetes, aumento do colesterol, bronquite, sinusite, tosse com secreção, alergias respiratórias, lentidão em todas as funções físicas e mentais e apego exacerbado.




          O Ayurveda é uma medicina complexa e completa e utiliza diversas ferramentas terapêuticas para equilibrar os doshas: massagem ayurvedica, óleos medicinais, dieta, rotina diária de hábitos saudáveis, oleação e sudação ( purvakarma), fitoterapia ( uso terapêutico das plantas medicinais), terapias purificadoras ( panchakarma), medicamentos com metais, minerais e pedras preciosas ( rasa shastra), recomendação de atividade física, prática de yoga e meditação.
             Descubra o seu dosha: 

domingo, 4 de dezembro de 2011

KASHMIR


         
          A Caxemira é uma região do norte do subcontinente indiano, hoje dividida entre a Índia e o Paquistão. Uma parte foi anexada pela China. O termo "Caxemira" (pode significar, "terra sem água" ou terra desidratada, Ká = água e Shimeera = secar) descrevia historicamente o vale ao sul da parte mais ocidental do Himalaia. Politicamente, no entanto, o termo "Caxemira" descreve uma área muito maior, que inclui as regiões de Jammu, Caxemira e Ladakh. O nome Caxemira tornou-se sinónimo de tecido da alta qualidade, devido à lã de caxemira produzida a partir das cabras nativas.
           Atualmente localizada no norte do subcontinente indiano, a Caxemira é disputada por Índia e Paquistão desde o fim da colonização britânica. As tensões na região têm início com a guerra de independência, em 1947, que resulta no nascimento dos dois Estados - a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, muçulmano. Segundo uma resolução da ONU datada de 1947, a população local deveria decidir a situação política da Caxemira por meio de um plebiscito acerca da independência do território. Tal plebiscito, porém, nunca aconteceu, e a Caxemira foi incorporada à Índia, o que contrariou as pretensões do Paquistão e da população local - de maioria muçulmana - e levou à guerra de 1947 a 1948. O conflito termina com a divisão da Caxemira: cerca de um terço fica com o Paquistão e o restante com a Índia.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

RAMAKRISHNA


          Sri Ramakrishna (1836-1886) é considerado um grande santo e místico da Índia moderna. Sua vida foi um testemunho da verdade e da universalidade dos princípios espirituais, assim como da pureza e do amor. Nascido em Kamarpukur, uma aldeia próxima a Calcutá, desde criança demonstrou uma grande inclinação para a vida espiritual. Como um jovem sacerdote de um templo em Dakshinewsar (Calcutá), Ramakrishna mergulhou em intensas práticas espirituais e profundas meditações, tomado por um forte anelo por Deus e pelo anseio da comunhão divina.
        Vivia constantemente absorto em Deus. Em seus freqüentes êxtases espirituais, alcançava o sublime estado de união com a Infinita Realidade. Para ele, o ensinamento védico da unidade da existência era mais que uma teoria, pois realizou essa verdade pela percepção direta.
          Ramakrishna trilhou diferentes caminhos religiosos dentro do hinduísmo. Praticou depois o islamismo e mais tarde meditou profundamente em Cristo, experimentando a mesma divina Realidade também através destes caminhos não-hindus. 
       Assim, chegou à conclusão, baseada na experiência direta, de que os diversos caminhos religiosos, quando seguidos com sinceridade de coração, conduzem à mesma e única Realidade. Via Deus em tudo e em todos. Seu amor pela humanidade não conhecia limites. Dizia, com freqüência, que os seres humanos eram as mais elevadas manifestações de Deus. Seus discípulos, muitos deles jovens estudantes universitários de Calcutá, foram os primeiros a sentir e a compreender esse amor. A Ordem Ramakrishna, inspirada nesse sentimento, tem como um dos seus mais importantes ideais servir a Deus no homem.
          "É pela vontade de Deus que diferentes religiões e opiniões vieram à existência. Deus dá à diferentes pessoas o que elas podem digerir."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BHASKARA

         

         
                                                      Bhaskara (1114 - 1185)

          Bhaskara nasceu em 1114 na cidade de Vijayapura, na Índia. Também era conhecido como Bhaskaracharya . Ele não deve ser confundido com um outro matemático indiano que tinha o mesmo nome Bhaskara e que viveu no século VII.
Naquela época, na Índia, os ensinamentos eram passados de pai para filho. Havia muitas famílias de excelentes matemáticos. O pai de Bhaskaracharya era astrônomo e, como era de se esperar, ensinou-lhe Matemática e Astronomia.
Bhaskaracharya tornou-se chefe do observatório astronômico de Ujjain - na época, o centro mais importante de Matemática, além de ser uma excelente escola de matemática astronômica criada pelos grandes matemáticos que ali trabalharam.
Bhaskaracharya foi um dos mais importantes matemáticos do século XII, graças aos seus avanços em álgebra, no estudo de equações e na compreensão do sistema numérico - avanços esses que os matemáticos europeus levariam séculos ainda para atingir. Suas coleções mais conhecidas são: Lilavati que trata de aritmética; Bijaganita que discorre sobre álgebra e contém vários problemas sobre equações lineares e quadráticas com soluções feitas em prosa, progressões aritméticas e geométricas, radicais, ternas pitagóricas entre outros tópicos; Siddhantasiromani, dividido em duas partes: uma sobre matemática astronômica e outra sobre a esfera.
Em suas obras podemos perceber que Bhaskara trabalhou com equações de segundo grau e formulou uma expressão que envolvia raízes quadradas:
Ele sabia que a equação tem duas raízes, entretanto não parece ser verdade que tivesse encontrado a conhecida fórmula da resolução de equação do 2º grau:
, então .


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DIWALI FESTIVAL


           Na Lua Nova do mês de Outubro até a Lua Nova de Novembro é realizado o FESTIVAL DIWALI ou DIPAVALLI, também conhecido como FESTIVAL DAS LUZES. É a maior celebração da Índia, as casas são pintadas com antecedência por acreditar-se que LAKSHIMI, a deusa da Riqueza e da Prosperidade, visita e abençoa as casas limpas e iluminadas, de forma que cada um procura acender o maior número de lâmpadas e velas para a Prosperidade entrar na sua casa. LAKSHIMI, a deusa da Fortuna é adorada e reverenciada por todos, principalmente pelos empresários e comerciantes. Belíssima, a sua beleza é comparada com a de Vênus, como também é considerada a esposa ideal pelo seu amor e dedicação. Sua imagem é sempre representada sobre uma flor de lótus, símbolo da pureza e tem uma das mãos levantada em postura de bênçãos de prosperidade. Ela é considerada o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações.
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http://www.caminhosdeluz.org/A-357.htm

sábado, 22 de outubro de 2011

INCREDIBLE ÍNDIA

                  Um olhar sobre a Índia e a beleza de suas cores mágicas!!

SHIRDI SAI BABA







          "Vê DEUS em todos os seres,  porque cada ser é um aspecto do mesmo Deus,  seja um pássaro,  um animal,  ou um ser humano.  Todos têm uma alma divina".

           Sai Baba apareceu,  pela primeira vez,  na floresta de Shirdi,  no Maharashtra,  no oeste da Índia,  em 1870,  mas ninguém sabe onde ele nasceu.  Imediatamente  ele foi reconhecido como uma pessoa extraordinária por todos aqueles que se entrevistavam com ele.  Ele viveu só,  mendigando sua comida e seu óleo.  Tudo que se sabe dele e de seus ensinamentos,  de suas ações,  dos milagres que realizou,  pode ser exemplificado pelas lâmpadas de óleo: ele mendigava habitualmente o óleo de suas lâmpadas num mercado.          
          Um dia os mercadores não lhe deram óleo.  Depois eles o seguiram discretamente até a mesquita onde ele vivia só.  Lá,  ele acendia as lâmpadas...com água!  Diante desse milagre,  as pessoas presentes passaram a acreditar nele.  Em seguida,  ele se pôs a curar as doenças e deu alegria a seus discípulos.  Seus numerosos milagres atestaram sua onipresença.
          Ainda que as religiões muçulmana e hindu se contradissessem e se arrastassem a novos conflitos,  Sai Baba tentava reconciliá-los dizendo-lhes: "Deus é um.  Vocês o chamam por diferentes nomes.  RAM e RAHYM (em árabe,  misericordioso) são o mesmo DEUS.  Não briguem por isso.  Amem-se uns aos outros.  Sigam a sua religião que é única e busquem a verdade".
          “Meu Mestre disse-me para dar generosamente tudo aquilo que as pessoas pedissem. Ninguém pede as coisas com sabedoria. Meu tesouro está aberto. Ninguém traz qualquer veículo a fim de levar os reais tesouros. Eu digo que cavem e procurem. No entanto, ninguém quer se esforçar para isso. Sejam os verdadeiros filhos da MÃE DIVINA e aprimorem-se. O que acontecerá conosco? Esse corpo voltará à Terra e o ar que respiramos se fundirá com o ar. Essa oportunidade não voltará”.

           A vida de Sai Baba é cercada de muito mistério, no que concerne à sua procedência, filiação, nome, idade e religião.

           Ele apareceu em Shirdi, sem que ninguém soubesse de onde havia vindo e nem qual era exatamente o seu nome. Primeiramente, ficou sendo conhecido em Shirdi como o ‘faquir louco’ e, depois, como Sai Baba, porque as pessoas o saudaram dizendo-lhe: “Ya Sai”(Bem-vindo Sai). Sai significa Senhor, Mestre, Deus ou faquir. Daí em diante, esse foi o seu nome. Ao chegar em Shirdi, ele procurou estabelecer-se num templo hindu. Todavia, um sacerdote aconselhou-o que ficasse numa mesquita que estava abandonada. Sai Baba não discriminava nem os hindus e nem os muçulmanos. Quando os muçulmanos reclamaram que os hindus iam à mesquita e o saudavam com lâmpadas de fogo (aarti), Sai Baba disse: “por que motivo eu não permitiria que os hindus fizessem isso? Se os hindus veneram um muçulmano não há qualquer perda para o islã, mas apenas para o hinduísmo”. 
           Viveu numa mesquita (Masjid) abandonada e ali recebia as pessoas. Apesar de sua provável ascendência hindu, ele gostava muito de louvar o nome de Deus com o Mantra em árabe Allah Malik (Deus é o Rei) e fazia com que os outros repetissem o nome de Deus, continuamente, dia e noite, durante 7 dias. Isso é chamado de Namasaptaha.

           Sai Baba falava muito pouco sobre si mesmo, mas declarou que: “sou um brâmane nascido em Pathri e quando eu era muito jovem, meus pais me entregaram a um faquir a fim de ser educado por ele... Eu tinha oito anos, quando meus pais levaram-me até o Gânges. Depois vim para Shirdi… Por que razão vocês não podem ficar sem comer um ou dois dias? Eu vivi de comer folhas amargas durante doze anos”.

           Certa vez, um delegado de polícia perguntou-lhe seu nome, filiação, o nome de seu Guru, seu credo, sua casta e idade, Sai Baba respondeu: “chamo-me Sai Baba, que é também o nome de meu pai; meu Guru é Venkusa; meu credo é Kabir; minha casta é Parvadigar (Deus); minha idade são milhares de anos”.
Sai Baba chamava seus devotos de Ankitas (crianças) e a essência de sua mensagem a eles era de que Deus é um só, comum a todas as religiões e é apenas AMOR. 
 


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